Divergent - Veronica Roth, por Trinta.

By | quarta-feira, julho 25, 2012 Leave a Comment

Nós Acreditamos
Que a covardia é a culpa das injustiças do mundo.

Nós Acreditamos
que a paz merece ser conquistada e, às vezes, é necessário lutar por ela. Mais do que isto...

Nós Acreditamos
que a justiça é mais importante que a paz.
(Trecho traduzido e retirado do "Dauntless: The Brave Faction Manifesto)

Eu acredito que Divergent dá a palavra extasiante um novo sentido.


 (Livro resenhado através da leitura da versão original em inglês.)
                                              

   Obcecado, louco, absorvido e estimulado são adjetivos que não chegam nem perto do que eu sentia todas as vezes que via promos e comentários deste bebê. Para você ter uma idéia, o título O Melhor Livro de 2011 já encheu várias bocas importantes da literatura mundial e isso não é nem metade de todo o buzz que Divergent tem espalhado. Se você não ouviu falar nem da sombra deste livro, deixa eu responder logo todas as perguntas que eu sei que se formaram na sua cabeça após um control c control v desesperado sobre ele lá no Google. 1) Sim, é um romance sci-fi distópico com foco em adolescentes (e não um livro adolescente). 2) Não, não tem nada haver com Jogos Vorazes. É como falar que Crepúsculo é cópia de True Blood e vice-versa; Ambos falam relativamente do mesmo tema, mas de formas completamente diferente.  3) É muito fácil subestimar um gênero porque ele está com muita exposição no momento. Não esqueça que ser contra modismos  o torna tão limitado quanto aqueles que se prendem a eles. Divergent é um livro sobre a diferença entre ser e querer ser em mundo em que a sua escolha é a coisa mais importante a ser feita. E se você tomar a decisão de dar uma chance para ele em setembro - A Rocco já confirmou o livro para daqui há dois meses! - Tenha certeza de uma coisa: Ele vai mudar você.

Imagine um mundo em que as pessoas não são mais diferenciadas pelo gênero, poder econômico, cor, etnia ou opção sexual. Preto, rico, homossexual, judeu; todos os esteriótipos do nosso presente não tem mais validade neste futuro indeterminado. Nesta nova organização, a sociedade é dividida em cinco facções principais, nas quais a sua personalidade e forma de pensar caracterizam a sua tendência para pertencer a cada uma delas. Cada facção tem uma função na divisão da sociedade: Candor (Os honestos) forma todo o centro jurídico devido a sua sinceridade impecável;  Amity (os pacíficos) é responsável por hospitais cuidadosos e aconchegantes, além de todo o centro artístico e criativo;  Dauntless (Os corajosos)  toma conta da segurança da cidade, já que sua característica bravura lhe dá a força necessária para o cargo; Erudite (os sábios) se preocupam com todo o centro de pesquisa, tecnologia e educação, com uma sede de conhecimento inesgotável e  a Abnegation (Os altruístas), com toda a sua humildade e capacidade de pensar sempre nos outros a cima de tudo, toma conta do governo central (já que o cargo deve ser prenchido por aqueles que pensam primeiro público antes de privado).

(Um pequeno mapa para você se situar. Fonte: nyczebra)


E é na plana e cinzenta facção Abnegation que está a inconformada protagonista Beatrice Prior, uma garota que não se sente altruísta o suficiente para pertencer a toda essa história de "primeiro Tadeu, depois eu". Vestida nas roupas diformes típicas dos Stiffs (apelido sarcástico para os membros da Abnegation, que pode ser lido como "Rígidos", por sua postura excessivamente firme) e proibida de ter qualquer tipo de vaidade (Eles não podem nem se olhar no espelho!), Beatrice tem medo de decepcionar sua atenciosa família por não se encaixar em sua facção.  E é por isso que, com a aproximação da Choosing Ceremony (A Cerimônia de Escolha) que todo adolescente tem que fazer ao completar 16 anos, Beatrice percebe que talvez essa seja a hora de fazer uma escolha. E se ela mudasse a vida dela completamente?

Honestamente, eu não sei nem por onde começar. A narrativa, os cenários, os personagens, os diálogos, as descrições? Divergent tem uma sincronia ótima entre tudo, em uma passada que lembra o estilo Suzanne Collins de escrever - ágil, incisivo - somado a um detalhamento intimista habilmente usado por Veronica Roth. Afinal, é um livro sobre o que este novo governo traçou como seu perfil, e Beatrice, como uma garota de uma personalidade eclética (característica fundamental para um ponto chave da trama) chama atenção com a sua narrativa às vezes passiva e recatada, como a de um membro da Abnegation, e às vezes rebelde e ferrenha. como de um legítimo Dauntless. Estas variações formam uma crítica social,  no mínimo, curiosa do livro: O quão unidimensional a sociedade espera que sejamos?

A atmosfera 
carrega uma espécie de superfície etérea, com prédios feitos quase que unicamente de vidro para passar uma sensação de transparência. Porém, caracterizar a sociedade como um todo é impossível neste livro. Há uma AMPLÍSSIMA - um dos pontos mais fascinantes da história -  divergência entre as áreas de cada facção na cidade. Para se ter uma idéia, a Abnegation tem suas vizinhanças padronizadas, como um campo de concentração judeu,  nas quais para as pessoas trafegarem pela rua, elas devem seguir as faixas das calçadas em duas linhas paralelas - uma para o sul e outra para o norte - como se fossem carros. O livro explora bastante estes pequenos detalhes, até porque, é um livro de apresentação do mundo - O primeiro da trilogia.

Eu realmente não quero entrar nos detalhes do que acontece com a Beatrice - É o tipo de livro bom de se ler com a menor quantidade de informação possível sobre ele - mas aqui ficam as minhas impressões gerais do que espero, e quero,  nos próximos livros. Primeiro, quero descobrir mais sobre as outras facções além das três mais focadas neste livro - Abnegation, Dauntless e Erudite. Segundo que o final do livro te deixa com uma sensação atordoante de 'E agora?", do tipo que você não faz a mínima idéia do que vem pela frente. Sério, eu não sei nem o que esperar. Muita coisa que eu esperava que só aconteceria mais tarde aconteceu neste livro. Segundo, mais Christina e Candor! Já sou fascinado por essa facção. (Na versão americana veio até um testezinho no final do livro para você descobrir a sua. Quando eu descobri que a minha favorita era a minha, quase dei um pulo da cama! Truth is inextrucable!). Terceiro: Adoro este número: 64! E por último, eu tenho expectativa muito grande de que terão muito mais personagens, porque neste livro, bem.... Vamos dizer assim, a coisa tá preta. Deus, como eu odeio ter que ser geral demais! Mas chega, antes que eu saia vomitando uns spoilers aqui. Setembro já está bem aí.

Ah, Só mais um presentinho! A Veronica Roth, linda e digna, adicionou no Bonus Material do livro uma playlist especial para a leitura! Viu, eu disse que não era só eu que tinha essas birutices! HÁ! Saca só:


1. "Starts with One." - Shiny Toy Guns
2."Chasm" - Flyleaf
3."Come Alive"- Foo Fighters 
4."Again" - Flyleaf
5."Help I'm Alive" - Metric.
6."We Die Young" - The Showndown
7."Canvas"- Imogen Heap. 
8."Running Up That Hill"- Placebo
9."Sweet Sacrifice" - Evanescence 
10."Arise" - Flyleaf.

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