Escuridão (Série My Land #1) e Sombra (Série My Land #2) - Elena P. Melodia, Por Trinta.

By | sexta-feira, outubro 12, 2012 Leave a Comment
Faz um tempinho que não dou uma chance para livros deste gênero mais sobrenatural e, como eu li o primeiro desta série - Para os que não conhecem, se chama My Land -  e acabei gostando (!), fiquei feliz por ter ganhado o segundo da trilogia no meu aniversário deste ano (tudo bem que eu faço aniversário em fevereiro e deixei o livro na espera pra caramba, mas ao menos eu li, né?). Acho engraçado que, quando eu era mais novo, era o tipo de pessoa que NUNCA abandonava séries e, mesmo que achasse o livro realmente ruim, acabava lendo a saga inteira para "ter uma opinião formada". Só que a idade foi chegando... E eu comecei a perceber que, se eu realmente quiser ler muitos livros bons na minha curta vida, eu teria que ter mais dedo nas escolhas e saber a hora de entregar os pontos. Sabe, não nego o quanto eu apreciei Escuridão, talvez por ter sido um dos poucos romances sobrenaturais para adolescente que realmente me deixaram com um pouquinho de medo. Só que Sombra... Hahahaha. Tá na hora de ver a raiz desse iceberg.

Como não fiz nenhum post do primeiro livro da série, acho importante ao menos apresentar um pouco a trama inicial. Escuridão conta a história de Alma, uma garota fria que sempre pareceu desconectada com a vida. Sua família, seus amigos, o ambiente escolar... Nada nunca lhe "fez o requisito". Eu diria que ela é uma garota chata, mas não no sentido de ser enfadonha (e explicarei depois o porque de eu gostar disso). No começo da série, Alma compra um caderno roxo que aparentemente tem um poder muito macabro: Quando Alma dorme, ela escreve histórias bizarras em suas páginas... Contos os quais, ao acordar sem nenhuma lembrança do ocorrido, descobre serem verdadeiros relatos de possíveis assassinatos. Ao lado disso, uma nova garota chega na escola com um terrível segredo e Alma e suas amigas se descobrem presas em um mistério cheio de pontas soltas e rituais satânicos.

Sem entrar em muitos detalhes, já vou lhes entregar o segredo de Escuridão: A narração da Alma. Ela quebra um pouco o estereótipo de protagonista "boazinha" e "lerda", se mostrando como uma garota de personalidade forte, cheia de críticas na ponta da língua e realmente, com todas as letras, frígida. Sério, eu nunca vi uma garota com tão pouco amor a vida, então acabei lendo o livro por ela me fazer rir em alguns momentos. Não diria que o desenrolar da história foi inovador, mas o meu apreço pela chatice irreverência da protagonista me fez acabar o livro rápido e com uma rara vontade de comprar o segundo... E esse foi o meu erro.

Primeiro que ler Sombra e ler Escuridão me pareceram coisas completamente diferentes. Não que eu realmente achasse a trama de Escuridão lá muito inteligente e intrincada, né... Quero dizer, a resolução lá do mistério da Agatha foi realmente aleatória e não consegui sentir empatia por nenhum outro personagem sem ser a protagonista. Mas Sombra parece que quebrou completamente a crosta de "nojentisse" da Alma, a transformando em uma garota insegura e sem graça. O livro inventou um novo mistério - O de uma garota em um quadro que tem a mesma aparência de Alma - E, apesar de ser até legal a ideia, não me senti satisfeito com o desenrolar da história. Como se fosse uma boa ideia desenvolvida por um arquiteto medíocre.

Outra coisa que me deixou honestamente revoltado foi A DROGA DO CADERNO NÃO SER EXATAMENTE A TRAMA DO PRIMEIRO LIVRO. Sério, eles jogaram essa história quase como uma sidequest e empurraram com a barriga, numa clara tentativa de convencer o leitor de que "Com o passar dos livros, os mistérios serão revelados" (vide: "Nos dê mais tempo até que nós mesmos descubramos aonde queremos chegar"). Quero dizer, por favor, a sinopse na aba do livro fala mais do caderno do que do mistério da Agatha! Como assim isso pode ser considerado aceitável? E não vou dizer que Sombra ajudou muita coisa, porque ele não deu exatamente respostas para isso. Claro que ele conseguiu explicar alguns segredos que Escuridão deixou em aberto (por exemplo, o porquê da personalidade de Alma ser difícil, qual é a origem dela, quem comete os assassinatos escritos no caderno e etc), mas essas respostas chegam depois de... Quase. Duzentas. E. Cinquenta. Páginas. De. Livro.  Não sei você, mas se tem uma coisa que eu odeio é enrolação e esta série conseguiu quebrar o limite da minha paciência.

Eu fico um pouco triste em dizer isso, mas terei que abandonar a série faltando apenas um livro para terminá-la. Eu até gostava da temática mais pesada, sentia um clima de tensão em alguns momentos (como disse anteriormente, o livro consegue passar terror e isso é um MILAGRE vindo de um romance sobrenatural adolescente) e gostava da Alma de Escuridão. Mas Sombra me fez pensar que a autora não sabe muito bem do que está falando e apenas teceu um bando de linhas de costura sem se preocupar com o produto final. Espero não estar perdendo um final salva-vidas no terceiro livro. Bem, não me importo de correr o risco.



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