O Hobbit - J.R.R. Tolkien, por Julio.

By | domingo, fevereiro 24, 2013 Leave a Comment
Fonte: ebook3000. PS: que capa linda. 

Queridos Escolhedores de Livros, vamos partir para a aventura! Não faça muitas perguntas, apenas se apresse! Pegue uma mochila, arrume suas provisões, sele os cavalos (ou pôneis, dependendo da sua estatura) e se aprume para uma longa viagem. Ah, e não se esqueça de levar uma harpa, pois as canções e os perigos serão as nossas únicas companhias! O que?! Você não está preparado? Isso não é desculpa! Temos um objetivo e precisamos de sua companhia (mesmo sem saber o motivo de tal necessidade!), apenas se arrume e vamos, vamos! O caminho é longo!

Como você se sentiria caso um grupo simplesmente chegasse na sua casa, partilhasse de suas refeições e praticamente o obrigasse a partir em uma aventura para um longínquo lugar cheio de perigos e temores? Claro, haverá uma recompensa, mas você não se sente preparado para encarar tal coisa... O que você faria? Vamos conhecer a história do hobbit Bilbo Bolseiro. 



"Num buraco no chão vivia um Hobbit".
Fonte // A Colina, ilustração de J.R.R. Tolkien.
Não é um lugar agradável?
Escrito para seus filhos e lançado em 1937, O Hobbit nos apresenta a história de Bilbo Bolseiro, um Hobbit da Colina, terra de paz e fartura na Terra Média. Vamos esclarecer uma coisa: o que é um hobbit? Imagine um ser pequeno, barrigudo, e com pés e pernas tão peludos quanto os cabelos. Esse é o Hobbit, uma raça pacífica e sem muita participação no vasto terreno da Terra Média, o mundo criado pelo fiólogo e escritor J.R.R. Tolkien. Mas, isso não é tão importante agora: vamos nos focar na história de Bilbo. Bilbo é um hobbit muito calmo, que vive em sua rotina sossegada e sem problemas. Como a maioria dos da sua raça, ele gosta de aproveitar as coisas simples da vida: várias refeições por dia, assistir o pôr do sol e o cheiro de um bom chá. Um dia, porém, ele recebe a visita inesperada de Gandalf, o Cinzento, um amigo muito seu amigo. Depois de uma conversa curta, ambos seguem seus caminhos. O que Bilbo não esperava era a visita de treze anões em seu domicílio no dia seguinte. A partir desse ponto é que podemos dizer que a história realmente começa. 

Os anões iriam partir em uma aventura para além do Ermo (essas terras são conhecidas por serem extremamente perigosas), mais precisamente, cruzando as Montanhas Sombrias (lar de orcs) e, depois de mais viagem ainda, chegar até a Montanha Solitária, o seu objetivo. Lá, outrora fora o lar dos anões, que forjavam as suas riquezas e viviam em paz com os homens do Vale. Porém, como nada é certo nessa vida (acredite, nem mesmo na Terra Média), um dia Smaug foi atraído pelo enorme tesouro dos anões (essas criaturas são atraídas por coisa do tipo) e destruiu tudo, conquistando a Montanha e matando milhares, fazendo os sobreviventes se refugiarem em diversos cantos.

Os visitantes de Bilbo, junto com o mago, querem recuperar o seu tesouro (muito precioso para os anões), e, é claro, se vingarem pelo seu povo. Bilbo é incluído na história como um ladrão - e Gandalf profetiza que os anões irão muito apreciar os seus dons, mesmo que o próprio hobbit o desconheça.
E assim começa a aventura, onde, em um ano, o grupo conhece elfos, orcs, humanos e outras criaturas. Fazem amigos e (muitos) inimigos. As canções são parte crucial da história, assim como as surpresas no caminho. Quando chegam ao final da sua jornada, mudanças enormes acontecem na trama, deixando o leitor cada vez mais ávido e surpreso, mostrando a genialidade do autor.

Fonte// Smaug sobre o tesouro dos anões,
ilustração de J.R.R. Tolkien.
Tolkien surpreende com uma narrativa original e criativa, da qual eu gosto de chamar de narrativa vento: aquela da qual não têm o ponto de vista de um personagem, mas sim do cenário, do vento, do mundo. Ele brinca com isso, contando histórias do passado, dando indiretas sobre o futuro e sobre outras aventuras (como O Senhor dos Anéis, que tem muita ligação com O Hobbit). A história agrada por que não há nada que indique ficção nela. Somos levados a acreditar que a Terra Média é real, e nada é surpreendente ou surreal na narrativa. O livro é mesmo infantil, mas a sua história pode ter a quantidade certa de drama e ação para prender a atenção de todos os públicos.

Tolkien mostra que é mesmo o Rei da fantasia, o progenitor desse gênero que tanto cresceu e apaixona milhões de pessoas no mundo todo. Li e tornei-me fã, e, honestamente, convido todos a fazerem suas provisões e conhecerem a magnífica história do Hobbit.


Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial

0 comentários: