#3 Escolhendo Livros Do Jeito Que Você Não Deve - Tudo que é Sólido Pode Derreter e À Procura do Encontro.

By | quarta-feira, outubro 30, 2013 Leave a Comment

Cá estamos nós com mais um Escolhendo Livros do Jeito Que Você Não Deve, dessa vez, apresentando um batalha de ideias super amigável (e bizarra) entre os escolhedores Natan e Trinta. Como já deu para perceber, ainda estamos criando a identidade visual da coluna - Sabe como é que é, o Escolhendo Livros vai se construindo a passos de tartaruga perneta - mas pode ter certeza que uma hora a gente chega lá. Preparados para essa terceira edição da coluna? Façam suas apostas!


Relembrando...

Escolhendo Livros do Jeito Que Você Não Deve funciona assim: Cada um dos dois (Dessa vez, a dupla Trinta e Natan) escolhe um livro que leu, mas sabe que o outro não leu (e nem faz ideia do que se trata). Trocamos as capas dos livros e, só com ela, tentamos adivinhar a sinopse. Depois de um monte de achismos cômicos (porque é claro que vai ser assim), cada um escreve sobre o real conteúdo do livro que escolheu.
Livro que a Trinta escolheu pro Natan adivinhar:
                                                 

Pela capa, o Natan acha que a sinopse do livro é...
Luiza é a aluna mais aplicada do mais popular colégio de sua cidade. Quando o diretor Afonso, sabido da capacidade intelectual da garota, a convida para participar do Congresso Mundial de Química, Luiza sente que esta seria a oportunidade perfeita para colocar em prática o seu mais novo experimento, fruto de uma vida inteira de pesquisa e dedicação: o derretimento dos sólidos. O que Luiza não esperava é que Marina, sua rival, adicionasse um elemento misterioso à fórmula de Luiza que fazia com que os sentimentos sólidos também se derretessem. No momento em que Luiza percebe que o sólido amor de seu namorado por ela começava a derreter e desaparecer, uma emocionante história de amor, superação e luta contra o tempo começa a tomar lugar, e Luiza precisa se decidir entre reconquistar seu grande amor ou garantir seu sucesso como jovem cientista.
Trinta falando sobre o que realmente é o livro:
Awwwwwwwwn! Gente, essa sinopse ficou a coisa mais lindinha da face da terra! E olha que transformar química em uma coisa adorável não é a coisa mais fácil não, viu. Sem contar que eu senti um discurso feminista escondido nessa sinopse que poderia muito bem dar margem para aquela velha discussão das mulheres divididas entre a vida pessoal e a profissional. Mas sinto-lhe dizer, meu amigo Natanneke, que a sua viagem literária nem tocou na real trama concebida por Rafael Gomes. Na verdade, Tudo que é Sólido Pode Derreter conta as peripécias de Thereza e seus amigos no terreno impreciso que é a adolescência, se utilizando de uma narrativa  no estilo crônica juvenil para dar um pouco mais de intimidade ao assunto.
Porém, contudo, todavia, a história não é apenas mais uma continho teen. O autor mistura clássicos da literatura com os dramas rotineiros da personagem principal, dando uma nova coloração para aquelas velhas histórias que todos nós já ouvimos na aula de Literatura. Tudo Que é Sólido Pode Derreter busca dar um tom realista para o universo de ficção clássico, o que pode ajudar muitos estudantes de ensino médio a se atrairem um pouco mais pela matéria. Para quem ficar interessado, o livro foi desenvolvido a partir de um seriado de 2009 feito pela TV Cultura em parceria com a Ioiô Filmes, estrelando Mayara Constantino como Thereza.  

Livro que o Natan escolheu para o Trinta adivinhar:

Pela capa, a Laísa acha que a sinopse do livro é...
Dizem que o dinheiro é o maior inimigo das relações humanas, destruindo famílias, amizades e, às vezes, até o amor. Baseado nessa crença, um pequeno aglomerado de vilarejos no interior de Minas Gerais decidiu se separar do Estado Federativo Brasileiro para formar Communis, um condado escondido dentro das escavações abandonadas do séc. XVII. Para que os vilarejos internos de Ursa Maior, Coroa Boreal e Andrómeda possam realizar o escambo de suprimentos, os representantes das linhas ferroviárias de cada cidade se reúnem toda 15h15 da tarde na estação principal de Coroa Boreal com o intuito de formalizar os melhores acordos para a sobrevivência da comunidade.

No décimo aniversário da criação de Communis, o maquinista oficial de Coroa Boreal Carlos Maxiano é solicitado para uma missão fora de rotina. A ardilosa maquinista da Ursa Maior Joana Loquéria fugiu com o trem da cidade e ninguém sabe de seu paradeiro. Carlos deve sair em busca da ladra, viajando pelos trilhos inexplorados das escavações até que ambos os destinos entrem em uma interseção. A autora Cristine Baptista revoluciona o universo da ficção sócio-política com uma obra transcendental que mistura sociologia, suspense e um punhado cuidadoso de fantasia. Afinal, o que há nas profundezas das cavernas?
Natan falando sobre o que realmente é o livro:
"Aglomerado de vilarejos no interior de Minas Gerais" - parei de ler aí. Brinks, não parei, mas também não tem nada a ver com o parangolé esse negócio de vila e estação principal e Communis e esses tóxicos pesados todos. À Procura do Encontro é um livro que eu li na oitava série e devo ter relido umas seis vezes, sem exagero - tanto pelo fato de que o livro é curtinho quanto porque foi muito significativo pra mim, na época. O livro conta a história de um garoto, adolescente, que está começando a descobrir sua sexualidade. Ele se encontra naqueles dilemas tradicionais de quem passa por essa experiência, como a preferência por gostar de bonecas e não de carrinhos, por querer estar mais próximo das meninas do que dos meninos, por não se interessar tanto por futebol e por aí vai. E o encontro a que se refere o título da obra é o encontro consigo mesmo; a autoidentificação. Apenas; sem nenhum suspense, nenhuma fantasia e nenhuma caverna profunda.

Você compraria um livro com as nossas sinopses? Pode ser sincero, nós não mordemos! Senão, como seriam as suas sinopses? Um beijo pros fãs e até a próxima!

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